Ontem uma noticia veio perturbar bastante os meus planos do brevet de ultraleves. Dois jovens morreram num acidente no final da pista do aeródromo de Benavente. Exatamente o local onde pretendo tirar o meu brevet. Tive uma pequena conversa com um colega, VP. Ele conhecia um dos rapazes que morreu. Tinha sido colega dele no curso. Segundo ele, já nessa altura, este ''rapazola'' gostava de fazer loucuras. O Vitor disse que já o tinha avisado montes de vezes para ter cuidado. Ao que parece, estariam a fazer aterragens na pista seguidas de levantar voo imediato. O tipo de 21 anos (conhecido do Vitor) deixou o de 18 anos (parece que teria sido uma prenda de aniversário) pilotar o aparelho. Como resultado, acabaram por se despenhar. O Ultraleve pegou fogo e morreram carbonizados. Terrível desfecho para dois jovens que, decidiram brincar com a vida. Não vejo grande diferença entre isto e acelerar numa mota até à curva seguinte que, havia de ter sido feita a menos velocidade ou, naquela ultrapassagem mal medida de um carro que, acabou debaixo do camião que vinha de frente. Por qualquer razão, desastres aeronáuticos são sempre muito mais noticiados que os outros. Que eu saiba, não passou no telejornal, a noticia que dois acidentes de mota, à dois dias, em locais diferentes do país. Resultaram em dois despistes violentos com consequente morte imediata dos condutores, no local.
Eu ando de avião todos os fins de semana. Por vezes, numa semana só, apanho 4 aviões. Vidé esta viagem da qual estou a meio. Não deixo de pensar que estou sujeito. Mas, quando ia para a Chip todos os dias de carro, estava também mais sujeito e com uma probabilidade estatística muito mais elevada do que agora. Toda a gente sabe que andar de avião é bem menos perigoso do que andar de carro. Só que, morrer num carro ou mota, vulgarizou-se. Morrer num avião continua a ser muito mais ''espetacular'', mesmo que seja num ultraleve.
Apesar de terem sido imprudentes e por isso, terem pago com as suas vidas, não deixa de ser trágico. Especialmente para quem por cá fica e os conhecia. Para eles, já nada há a fazer ...
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