sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

A resposta e a morte da pergunta

Sera mesmo que ao se responder, a pergunta deixa de existir ? O que será mais importante: Saber fazer uma pergunta ou responder a mesma? Qual das duas partes da questão me inspira mais curiosidade?

A pergunta será sempre objectiva. Podemos formular a mesma pergunta de varias formas mas, a partir do momento que a colocamos, passa a ser objectiva. Enquanto que a resposta ... essa ... tera tudo menos objectividade. De fato, a subjectividade da resposta ... encanta-me. A mesma pergunta/estimulo, colocada/o a varias pessoas, origina respostas diferentes. Charles Darwin apaixonou-se pela diversidade das espécies. Aqui, o que me desperta curiosidade, e a diversidade na espécie humana. A capacidade/característica que temos de responder de forma diferente ao mesmo estimulo e o que nos diferencia e nos torna deliciosamente unicos. Isto, duma forma geral. Pessoalmente, será que respondemos sempre da mesma forma a mesma pergunta, matando-a? Se o fizermos, estamos certamente a negar a nossa experiência. Negamos tambem a nossa capacidade de aprender sempre. Posso sempre procurar novas nuances, ao saborear a mesma comida. Se o fizer, poderei sempre encontrar novos sabores e experimentar o mesmo estimuo duma forma mais ... vivenciada. De fato, responder sempre da mesma forma a mesma pergunta, e quase um insulto a pergunta em si. Como que uma negação do estimulo ... como que ... uma negacao da VIDA.
Assim, responder sempre da mesma forma a uma pergunta e realmente matar a pergunta. Se por outro lado se procurar vivenciar a pergunta e responder em síntese, a pergunta renasce a cada nova resposta. Posso encostar-me para trás, fechar os olhos e ouvir-me a crescer!

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